Quem é Gutemberg Motta, o criador do Mar de Resina

Quando alguém pesquisa quem é Gutemberg Motta, o criador do Mar de Resina, geralmente não está apenas buscando um nome.
Está buscando contexto, história, verdade e sentido.

Este artigo existe para isso.

Aqui não está apenas a trajetória profissional de um artista de resina.
Está a história de um homem comum que, em determinado momento da vida, percebeu que precisava ajustar o rumo, criar algo com as próprias mãos e viver com mais dignidade, propósito e presença.


Quem é Gutemberg Motta

Gutemberg Motta Junior é artista de resina, professor de arte marinha e criador do método Mar de Resina, uma técnica própria voltada para a criação de peças de arte oceânica com ondas realísticas, alto padrão estético e excelente potencial de valorização no mercado.

Natural de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, Gutemberg construiu sua trajetória longe do litoral, mas sempre profundamente conectado ao mar.
Hoje, vive integralmente da sua arte, já produziu centenas de peças, participou de feiras, eventos, exposições, programas de televisão, podcasts e lives, além de já ter formado mais de 500 alunos em diferentes países.

Além disso, é criador do Guia da Resina Epóxi, um dos maiores portais de conteúdo sobre resina epóxi do Brasil, que já impactou mais de 500 mil pessoas.


Uma vida profissional construída, mas sem sentido

Antes da resina, Gutemberg trabalhou por mais de 12 anos na área de Tecnologia da Informação.
Era uma carreira considerada estável, com rotina definida, salário fixo e todas as características que, à primeira vista, representam segurança.

No entanto, com o passar do tempo, essa estabilidade começou a cobrar um preço alto.

Longas horas em transporte público, pouco tempo para a família, pouco espaço para si mesmo e uma sensação constante de não pertencimento começaram a se acumular.
Não era apenas insatisfação profissional.
Era um desgaste emocional silencioso.

Chega um momento na vida adulta em que a pergunta deixa de ser “quanto eu ganho” e passa a ser “para quê eu acordo todos os dias?”.
Para Gutemberg, essa pergunta começou a ecoar com cada vez mais força.


O cansaço acumulado e o alerta do tempo

Não se tratava de uma crise de juventude.
Era maturidade.

Com o tempo passando, Gutemberg percebeu que, se continuasse naquele ritmo, provavelmente chegaria aos 60 anos vivendo a mesma rotina, com os mesmos incômodos e os mesmos arrependimentos.

O medo de tentar algo novo passou a ser menor do que o medo de nunca tentar.
E essa é uma sensação muito comum para pessoas acima dos 40 anos.

Não era sobre jogar tudo para o alto.
Era sobre ajustar o rumo, criar uma nova fase de vida, algo que fizesse sentido emocional e prático.


O mar como memória, identidade e refúgio

Mesmo morando a cerca de 40 quilômetros da praia, o mar sempre esteve presente na vida de Gutemberg.

Desde a infância, seu pai o levava para pescar, ensinava a nadar e compartilhava momentos simples, mas profundos, à beira do oceano.
Essas experiências criaram uma ligação emocional que atravessou décadas.

O mar nunca foi apenas um cenário bonito.
Sempre foi silêncio, conversa, reflexão e paz.

Com o passar dos anos, Gutemberg passou a enxergar o mar de outra forma.
Quanto mais amadurecia, mais entendia o oceano como algo profundo, intenso e verdadeiro, exatamente como a vida adulta.


O primeiro contato com a resina epóxi em 2019

Em 2019, durante uma busca consciente por algo novo, Gutemberg conheceu a resina epóxi.

Não foi apresentado como um atalho para o sucesso, mas como uma possibilidade concreta.
Algo que poderia ser feito:

  • Em casa
  • Com pouco espaço
  • Com investimento controlado
  • Com reaproveitamento de materiais

Naquele momento, o objetivo não era enriquecer.
Era criar uma alternativa viável, que permitisse trabalhar com as mãos e, ao mesmo tempo, ter mais controle sobre o próprio tempo.

Sem formação artística, sem talento para desenho e sem qualquer experiência com artesanato, o início foi marcado por erros.
Muitos erros.

Peças que não agradavam, desperdício de material, frustrações e dúvidas fizeram parte do processo.
Ainda assim, Gutemberg continuou.


A percepção do potencial do mar na arte em resina

Durante esse período de aprendizado, algo começou a chamar atenção.

Ao observar lojas, feiras e ambientes de decoração, Gutemberg percebeu que itens relacionados ao mar sempre despertavam encantamento.
As pessoas paravam, olhavam com atenção, comentavam, se emocionavam.

Isso levantou uma pergunta simples, mas poderosa:
e se fosse possível representar o mar de forma realista usando resina?

Essa pergunta mudou tudo.


Do artesanato comum à arte oceânica

Os primeiros testes de efeito oceano não foram bem-sucedidos.
As peças até remetiam ao mar, mas não impressionavam.
Pareciam apenas mais um artesanato diferente.

Foi nesse ponto que Gutemberg entendeu que precisava ir além.

Não queria criar algo apenas bonito.
Queria criar algo que fosse visto como obra de arte, algo que despertasse desejo, valor e emoção.

Isso exigiu aprofundamento técnico.


Estudos, testes e a criação do método Mar de Resina

Para alcançar o realismo desejado, Gutemberg voltou a estudar de forma intensa.
Mergulhou em conteúdos de:

  • Química da resina
  • Física dos materiais
  • Comportamento dos pigmentos
  • Reação da resina em diferentes condições

Cada teste era registrado.
Cada erro era analisado.

Esse processo levou tempo, frustração e perdas financeiras, mas resultou em algo essencial: padrão.

A partir desse cruzamento de dados e experiências, nasceu o método Mar de Resina, um sistema que permite criar ondas realísticas com consistência, gastando pouca resina, utilizando poucas ferramentas e alcançando alto valor percebido.

O método não depende de talento artístico.
Depende de processo.


A virada: quando a arte passou a ser desejada

Quando as primeiras peças com ondas realísticas ficaram prontas, a reação das pessoas mudou completamente.

Pela primeira vez, surgiram perguntas como:

  • “Você vende?”
  • “Quanto custa?”
  • “Faz por encomenda?”

As peças deixaram de ser vistas como artesanato comum e passaram a ser percebidas como arte de alto padrão.

Foi nesse momento que Gutemberg quebrou um dos maiores mitos do mercado criativo no Brasil:
o problema não é que o brasileiro não valoriza artesanato.
O problema é a falta de posicionamento, proposta clara e diferenciação.


A construção de autoridade e visibilidade

Com o crescimento das vendas, Gutemberg passou a participar de feiras, eventos e exposições.
Seu trabalho começou a ganhar visibilidade.

Participou de:

  • TV Aparecida, no programa Faça Você Mesmo
  • Mega Artesanal, como demonstrador do efeito mar
  • Rio Artes
  • Exposições no Shopping Carioca e na Feira do Ó, na Barra da Tijuca

Sempre reforçando que arte em resina pode ser profissional, vendável e lucrativa.


Guia da Resina Epóxi: compartilhar para organizar o conhecimento

Durante sua própria jornada de aprendizado, Gutemberg percebeu a escassez de informações confiáveis sobre resina epóxi no Brasil.

Aproveitando sua experiência anterior em TI, criou em 2019 o Guia da Resina Epóxi, um blog dedicado exclusivamente a conteúdos técnicos, práticos e acessíveis sobre resina.

Com o tempo, o site se tornou uma das maiores referências do país, impactando mais de 500 mil pessoas.

O ensino nunca foi planejado como negócio.
Foi consequência natural da prática.


Curso Mar de Resina e alunos pelo mundo

Com a crescente procura por orientação, Gutemberg estruturou o Curso Mar de Resina, onde ensina sua técnica de forma detalhada, passo a passo.

Hoje, mais de 500 alunos, em diferentes países, produzem e vendem suas próprias peças de arte oceânica aplicando o método.

Mais do que ensinar a técnica, o curso ensina:

  • Posicionamento
  • Consistência
  • Mentalidade de artista de alto padrão

A pausa forçada da vida entre 2023 e 2025

Entre 2023 e 2025, a vida impôs uma pausa profunda.

Em 2023, a mãe de Gutemberg sofreu um AVC.
Foi necessário parar tudo para cuidar dela.

A empresa foi fechada.
As aulas interrompidas.
A produção reduzida ao mínimo necessário para pagar as contas.

Em novembro de 2024, sua mãe faleceu.

Pouco tempo depois, em 2024, seu pai descobriu um câncer.
Ele era o maior incentivador do trabalho de Gutemberg, pescador apaixonado pelo mar e profundamente orgulhoso da arte do filho.

Em maio de 2025, seu pai também faleceu.


A arte como terapia e travessia do luto

Durante esse período, a arte deixou de ser apenas profissão.
Tornou-se terapia.

Criar com as mãos ajudava a organizar emoções.
Enquanto a resina se espalhava, a mente respirava.

Cada peça passou a carregar memória, homenagem e continuidade.
O mar deixou de ser apenas inspiração e se tornou presença.


O retorno consciente e um novo significado para o trabalho

Com o tempo, Gutemberg encontrou forças para retornar.

Reabriu a empresa.
Voltou a dar aulas.
Retomou a produção.

Mas voltou diferente.

Hoje, seu trabalho não é apenas sobre vender arte.
É sobre criar algo que sustenta emocionalmente e financeiramente, em qualquer fase da vida.


Conclusão: quem é Gutemberg Motta, o criador do Mar de Resina

Responder quem é Gutemberg Motta, o criador do Mar de Resina, é falar de alguém que decidiu não ignorar o chamado do tempo.

Um artista que encontrou no mar não apenas beleza, mas cura.
Um professor que ensina processo, não talento.
E alguém que acredita que sempre é possível criar algo com sentido.

Seja bem-vindo ao mundo do Mar de Resina.

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